Repasse de IBS e CBS em Contratos de Locação: a polêmica que chegou aos shopping centers
Com a Reforma Tributária avançando em sua fase de transição, um debate específico vem ganhando força entre administradoras de shopping centers, lojistas […]
Com a Reforma Tributária avançando em sua fase de transição, um debate específico vem ganhando força entre administradoras de shopping centers, lojistas […]
A Reforma Tributária mudou a forma como o Brasil tributa o consumo e os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) estão diretamente no […]
Cada shopping center concentra ao menos quatro operações com naturezas tributárias distintas — aluguel, encargos condominiais, FPP e estacionamento. Com a Reforma Tributária, saber em qual entidade cada receita deve estar deixou de ser detalhe administrativo e passou a ser decisão estratégica.
A partir de agosto de 2026, a Reforma Tributária passa a produzir efeitos diretos sobre contratos de locação e arrendamento de imóveis. Entenda o que muda, quanto vai custar e o que você precisa fazer agora.
A Reforma Tributária do consumo cria o IVA Dual (CBS + IBS), substituindo tributos federais, estaduais e municipais. O novo modelo reduz a cumulatividade, amplia créditos, muda a formação de preços e exige recomposição contratual. A transição vai até 2033 e envolve novas regras, alíquotas crescentes, split payment e ajustes contábeis. Empresas devem revisar contratos, precificação, regime tributário, sistemas e notas fiscais já em 2025 para aproveitar créditos e evitar riscos operacionais.
O universo dos Fundos Imobiliários vai muito além da clássica divisão entre “tijolo” e “papel”. Há fundos focados em imóveis físicos, crédito imobiliário, desenvolvimento, turismo, educação e até em outros FIIs. Cada categoria tem riscos e oportunidades próprias. Conhecer essas diferenças é essencial para investir com estratégia e montar uma carteira equilibrada entre renda, segurança e valorização patrimonial.
A taxa de vacância é o principal termômetro dos Fundos Imobiliários e o fator que mais impacta os dividendos. Em 2025, o mercado vive uma nova realidade, com imóveis premium quase sem vacância e ativos secundários enfrentando níveis elevados de ociosidade. Mais do que observar a ocupação física, o investidor precisa entender a vacância financeira — o real efeito sobre a receita dos fundos — para avaliar a sustentabilidade dos rendimentos e antecipar riscos.
Os Fundos de Fundos (FoFs) ganham espaço como forma prática e eficiente de investir no mercado imobiliário com diversificação imediata e gestão especializada. Ao reunir vários FIIs em um único portfólio, os FoFs reduzem riscos e ampliam a exposição do investidor a diferentes imóveis e segmentos. Apesar de custos um pouco maiores, continuam sendo uma alternativa sólida para quem busca equilíbrio, consistência e praticidade na construção do patrimônio.
A Reforma Tributária trouxe uma novidade importante para os shoppings. Pela regra geral, condomínios edilícios não serão contribuintes de IBS e CBS. Porém, a lei permite que eles optem pelo regime geral, passando a emitir nota, recolher os tributos e tomar créditos sobre despesas com segurança, limpeza, manutenção e outros serviços.
Essa escolha não traz vantagem direta ao condomínio, mas pode reduzir a carga tributária dos lojistas, já que os créditos deixam de ser perdidos e a cadeia passa a funcionar de forma não cumulativa.
Ainda assim, a decisão exige análise técnica. A folha não gera crédito, lojistas no Simples ou MEI podem ser prejudicados e gastos sem direito a crédito podem gerar débito. Além disso, regras complementares ainda serão publicadas e a alíquota final de débito não está definida.
Em resumo, a opção pelo regime geral pode tornar o shopping fiscalmente mais eficiente e competitivo, mas precisa ser estudada com cautela e alinhada à realidade dos lojistas.
O mercado de Fundos Imobiliários entra em uma nova fase de maturidade, marcada pela entrada de investidores institucionais e por operações estruturadas com troca de cotas por imóveis, em vez de captação direta com o varejo. Esse movimento aumenta a liquidez, a sofisticação das negociações e consolida os FIIs como instrumentos estratégicos de reestruturação patrimonial. A indústria mostra força mesmo em um ambiente de juros altos, evidenciando que os FIIs evoluíram para um novo patamar, mais profissional e alinhado às melhores práticas de mercado.